A lenda do rio Tinto

Rio Tinto tem o seu nome ligado ao rio que o atravessa, existe mesmo uma lenda que explica o seu topónimo.

O conde D. Hermenegildo, Gutierres descendente dos reis de Leão, tinha, no ano de 959, sujeito à sua jurisdição o território desde do Douro até além do Minho. No início do século X, os Cristãos ganhavam terreno aos Mouros e Gutierres dominava o território da Galiza até Coimbra, tendo como centro o Porto. 

Ao tomar conta da cidade do Porto, procurou logo a restauração da muralha que os mouros tinham arrasado. O castelo dos suevos surgiu então das suas ruínas.

Mas por essa ocasião o Califa Abderraman III que se tinha refugiado em Espanha e veio depois a ser rei de Córdova, marchou sobre o Porto, à frente de um poderoso exercito e fez uma violenta investida, cercando a cidade do Porto. Os defensores da cidade opuseram-lhe tão viva resistência que o Califa teve de renunciar à tomada, de assalto e, prevenido de que el Rei D. Ordonho II vinha de Leão, em socorro do seu sogro o Conde Hemenegildo Gutierres,  Abderraman deixou a praça e foi ao encontro do rei leonês. Junto a um límpido ribeiro,  no sitio de Campanhã,  encontraram-se os dois exércitos e a peleja foi tão encarniçada que se travou uma sangrenta batalha, já que  Na memória do povo, ficou o sangue derramado que, de tão abundante, tingiu as cristalinas águas do rio, passando desde então a chamar-se Rio Tinto.

Hermenegildo, fazendo rapidamente uma surtida saiu da praça e caiu sobre a retaguarda das tropas cordovesas que foram completamente desbaratadas. Três portas por onde os do porto saíram a combater foram depois chamadas da batalha, nome que ainda conserva a praça onde se levanta a estatua de d.pedro v.

Simão Rodrigues Ferreira, em o livro antiguidades do Porto, (1875), supõe que esse rio teria já esse nome, antes do celebre combate, devido a circunstancias peculiares, inerentes a natureza do solo,  talvez por correr por um terreno devoriano, onde abunda o grés vermelho que ainda hoje aflora ali pelos os caminhos.

Verdade ou mentira, não sabemos. Mas ficou a lenda que valoriza o nosso património imaterial.

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