Caneiro

Junto às antigas instalações da farmácia do Faustino – Farmácia da Estação – antes situada junto a um a passagem pedonal onde hoje existe a passagem inferior sobre a via-férrea, funcionou durante muitos anos um fontanário que é o que hoje se encontra, embora inactivo, junto ao quiosque e ao túnel rodoviário que passa por baixo do caminho-de-ferro.

A água que abastecia este fontanário provinha da fonte do Sebastião, algures no Caneiro. Aqui o rio Tinto corre, tal como no resto do seu curso, poluído até não mais poder ser.

Caneiro, era um desvio que servia para que a água do rio fizesse mover os dois moinhos hoje transformados em residência, junto da ponte.

Perto dos dois ex-moinhos, quem atentar no curso da água, ainda pode descobrir pelo menos duas pedras de lavar, onde as muitas lavadeiras que lavavam a roupa das freguesas do porto passaram horas e horas a trabalhar.

Dizia-se com certo humor, mas com razão, que o Caneiro outrora, era uma espécie de favela invertida – porque no Brasil estes aglomerados são nos altos, em morros – e aqui o lugar fica bem num baixo.

Esta gente só uma vez reivindicou algo e conseguiu o que pretendia: transitar pela linha férrea a caminho da estação, ali mesmo à mão, sem o que teria de dar uma volta enorme. Como se sabe, ainda hoje é proibido o trânsito pela linha do caminho-de-ferro mas, naqueles recuados tempos a letra condizia mesmo com a careta.

Só aquando das recentes modificações na estação se deixou de utilizar aquele trecho de via-férrea como caminho, e mesmo assim nem por todos.

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