Manuel Oliveira Rio

Tesoureiro da Junta, Tesoureiro da Comissão de Junta de S. Bento, Presidente do Grémio da Lavoura de Gondomar.

O seu nome completo é Miguel Oliveira Martins Rio.

Foi um lavrador que se destacou no auxilio pecuniário das obras da igreja. Foi o doador do terreno da artéria que se localizava junto à vidraria Redividro, transversal a Rua das Cavadas. O seu nome foi proposto quando já era falecido, em 1993.

Manuel Oliveira Rio casou duas vezes. Primeiramente, em Rebordãos, com “uma filha do Barros”. A esposa morreu sem filhos. Depois, as 44 anos, voltou a casar “com uma lavradeira da Carreira, que era a Aurora do André” – conta Albina Marques de Sá.

Curiosamente existiu em Rio Tinto, na classe agrícola, um regime de casamento em que o noivo leva um dote. Falamos aqui nesta particularidade por termos conhecimento de ter ocorrido ainda no séc. XX, embora não fosse frequente quando não havia bens agrícolas em jogo. Conhecemos documentos que testemunharam esses contractos antenupciais, em que o noivo estava com um dote pecuniário para o casal. Ora, Miguel Oliveira Rio, na altura que contraiu o primeiro casamento, em 1936, também levou o dote de 80.000 escudos. Casou em regime de separação de bens.

Como enviuvou sem ter filhos, os sogros desenvolveram lhe o dote que tinha levado para o casamento. Esse valou atualizado, em 1953, correspondeu a um terreno, hoje da ex-Sacor.

Manuel Oliveira Rio era natural da Ferreirinha, Foz do Sousa. Seu filho, Manuel do Rio, ainda hoje é proprietário, por herança, de bens nessa localidade.

Abel Tavares diz que «alguns dos Oliveira Rios andaram pela Câmara, outros foram agricultores».

Na verdade, no quadro de Presidentes de Câmara que Camilo de Oliveira publicou na Monografia de Gondomar, aparece com António Martins do Rio como Presidente da Câmara entre 1893-98, dois triénios seguidos. Foi ele que exarou em ata o elogio ao Dr. Cancelas.

Camili de Oliveira, na referida obra, fala de José Martins do Rio, tio materno do nosso biografo, também natural de Foz do Sousa. Esse ganhou fortuna no Brasil e foi vereador da Câmara de Gondomar. Em ata camarária de 6 de Setembro de 1917, lavrou se um voto de pesar pelo seu falecimento. Devia ser considerado, porque a sessão foi interrompida por 5 minutos.

Acerca deste tio, Manuel do Rio diz ter ouvido o pai a contar que ele andava a estudar para médico e, numa autopsia meteram-lhe um dedo do defunto num bolso. Ele ficou irritado e agrediu um professor. Depois teve de fugir e foi para ao Brasil onde montou um farmácia. Regressou e passou a farmácia com a condição de lhe enviarem os remédios de lá sem custos. Com os conhecimentos que tinha e com os medicamentos, dava consultas, parece que gratuitas. Foi acusado pelos médicos com curandeiro mas defendeu-se provando que não fazia disso modo de vida.

José Martins do Rio tinha um irmão, de nome Joaquim que, segundo Manuel do Rio, “prestigiou a família, naquele tempo, pelo facto de ser professor de inglês”.

Manuel Oliveira Rio foi tesoureiro da Junta de Freguesia,  no triénio de 1968-71. Depois adoeceu e saiu, mais ainda participou na festa de 20 anos da criação da Escola Preparatória.

António Oliveira Santos, que foi seu colega de junta, refere que ” ele era bom homem e trabalhava-se bem com ele. Depois deu-lhe uma trombose e o médico Cardoso, da Areosa, recomendou que se retirasse de tosdas as atividades. Foi então substituído na Junta por Serafim Barbosa”.

Foi durante muitos anos, desde que casou a segunda vez até falecer, Tesoureiro da Comissão de Festas de S. Bento.

Também foi Presidente do Grémio da Lavoura de Gondomar, hoje Ciooperativa dos Agricultores. Seu filho diz que “era agricultor a tempo inteiro, como os avós”.

Esse filho foi muito desejado, porque o pai, sem filhos da primeira esposa, ansiava ser pai no segundo casamento. Como houve problemas e só ao fim de três anos nasceu, foi sempre muito amado no seio familiar. É filho único.

Refere manuel do Rio: ” O meu pai foi sempre muito doente. E fez uma promessa: se estivesse vivo na altura em que eu fizesse a Comunhão Solene, daria um almoço a 100 pobres”.

Assim, em 1970, os pobres das redondezas tiveram um banquete. Foi servido por um restaurante da areosa. Deu-se de comer a mais de 100 necessitados, porque outros mandavam buscar comida, quando não se podiam deslocar. Foi carne, peixe, canja, sobremessa, vinho à discrição. Houve quem se excedesse no vinho e quem levasse carne em guardanapos para casa. Uma semana depois, ofereceu um almoço aos amigios.

Curiosamente, diz o filho, sempre tão doente e não morreu de nenhuma das suas doenças.

Acerca do nome da artéria declarou. ” A rua foi construída no nosso twerreno. O meu pais também ajudava sempre as pessoas e leas quiseram hiomenageá-lo, propondo-o para a toponímia”.

Está sepultado na sua terra natal.

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