Eng. Maia Bernardo

Engenheiro da Efacec, político destacado do PSD. Secretário e Presidente de Junta.

O seu nome completo era Alberto da Conceição Maia Bernardo.

Nasceu em Estarreja. Era filho de Alberto Bernardo que tinha como profissão factor de 1ª na estação de S. Bento, e de Ernestina Ferreira Maia, chefe dos correios em Rio Tinto.

A mãe era de Aveiro, freguesia de Oliveirinha, Costa do Valado. Quando o nosso biografado tinha quatro anos, o casal veio para Rio Tinto, porque a mãe foi aqui colocada como chefe dos correios. Da mãe, as pessoas da localidade falam com estima.

Conta D. Maria Bela:

«O meu marido era guarda-fiscal. Quando ele estava para o Minho e eu ainda não estava na companhia dele, porque não tinha arranjado casa, ele mandava-me a roupa todas as semanas pelocorreio para eu a lavar. E eu ia busca-la á D. Ernestina. Quanto ao filho, não desfazendo, era um pedaço dum rapaz bonito!… E tão novo, foi num instante, do coração. À D. Tininha morreu-lhe o marido e morreu-lhe também uma filha. Mas alcançou uma menina quando já não era nova. E dizia-me que agora, no fim da vida, era o que lhe valia».

Maia Bernardo tinha o curso de Engenheiro Técnico tirado no Instituto Industrial do Porto. Profissionalmente era engenheiro da Efacec.

Foi eleito pelo PSD pra a Assembleia de freguesia de Rio Tinto em 1977, tendo assumido o cargo de secretário, quando era Presidente José de Jesus Carneiro.

Consultando as actas da Junta desse mandato azarado, verificamos que, após a morte de Jesus Carneiro, assumiu a presidência da Junta Bejamim Pinto de Oliveira. Este último acabou por pedir a demissão, por motivos de saúde. Maia Bernardo foi então Presidente de Junta e4ntre 21 de Outubro de 1977 até 14 de Dezembro. Todavia, não esteve até ao fim do mandato, pois foi substituído por Sérgio Santos, que ficou até 1980.

Após novas eleições, fez igualmente parte da Junta no mandato iniciado em 1980, sob a presidência de António Coelha Ferreira.

«Foi um dos bons autarcas que passou pela Junta. A sua morte foi muito sentida» – afirma Alcino Marques.

Era casado com Maria Sabina Rosa Costa Maia Bernardo, professora primária.

D. Irene Quintas (nascida a 21.03.1935) estudou com ele no colégio da família Ferreira dos Santos, á Estação, o que ardeu: «Ele era mais novo que eu, mas recordo-o como bom colega, que fazia amigos. Era bom estudante e todos os colegas gostavam dele».

A morte aos 44 anos interrompeu a sua carreira política e profissional. Foi vitimado por um aneurisma crebral.

A esposa acha que ele era muito interessado e dedicado á Freguesia. Fazia tudo que estivesse ao seu alcance.

A Junta mandou fazer mandou fazer uma placa, em 1989, que o perpetua como autarca, em homenagem póstuma, que se encontra no salão nobre.

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