Adriano da Silva Lima (17.08.1869 – 14.03.1946)

Político e comerciante. Presidente da Câmara de Gondomar no quadriénio 1919-1922.

Foi administrador do concelho por 17 vezes, entre 1913 a 1926, isso aconteceu algumas vezes, por pouco tempo. Ficou ligado a Rio Tinto por casamento com uma moça da casa hoje conhecida por “Casa do Cristóvão”.

Natural de Achete, Santarém, era filho de José Francisco Ferreira e Silva e de Maria da Silva Vieira.

Segundo o neto, Sr. António Branco ele estabeleceu-se na cidade do Porto como marçano, empregado de comércio onde fez aí a sua carreira e depois casou com a sua avó. Os pais dela tinham a casa junto do patronato – Casa do Cristóvão. Eram duas filhas- a Custódia e a sua avó. A Custódia ficou com a quinta de lá. A sua avó ficou com as terras junto à igreja,que  iam do Cruzeiro à Creche. Era tudo uma propriedade – ia do Chão Verde, pegava com as dos Sás, até a linha do caminho de ferro. Era tudo uma unidade que depois se repartiu em duas.

O seu avô veio a casa  da avó dele fazer uma prova de vinho. Foi assim que se conheceram. Ele estava muito ligado ao centro republicano do porto, era um dos principais. Ele tinha muitas fotografias do seu avô com Afonso Costa e outros. Após a implantação da república, deram-lhe o lugar de administrador do concelho. Nessa altura havia uma certa autonomia económica, um dinheiro local. Quer dizer, havia umas notas que tinham a assinatura do administrador do concelho. Ele figurou nelas.

Esteve muito tempo a morar entre a Rua do Bonfim e a Praça das Flores. Depois é que comprou a propriedade onde hoje está o externato de Camões. Ficava mais próximo das propriedades e a avó puxava para lá.

António Branco, que tinha 11 anos quando o avô faleceu, recorda-o como uma pessoa habituada a mandar. Prepotente não diria. Era uma pessoa de trato afável, mas um líder nato tinha muita facilidade em improvisar discursos. Em qualquer reunião política nunca precisava de papéis.

Como comerciante – por mais que uma vez a actividade industrial e comercial de Adriano Lima veio na imprensa com o seu retrato. Assim, a revista ilustração portuguesa, de 2 de Abril de 1917, traz uma grande reportagem. A começar apresenta a fotografia da fachada do edifício onde funcionou o “depósito de solas e cabedais Adriano Vieira da Silva Lima”. Ainda hoje se pode ver esta fachada e dizeres na Travessa Passos Manuel, no Porto, em azulejos coloridos.

Nessa data de 1917, inaugurava um armazém de fornecimento para sapatarias e diz acerca desse depósito de solas e cabedais, que à data pode considerar-se, sem receio de exagero, o maior e o mais completo não só de Portugal, mas de toda a Península.

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