Da Pré-história à Romanização

Perdem-se na noite dos tempos, os vestígios da presença humana na Península Ibérica.

Se na fase conhecida como recoleção os primeiros homens vagueavam na região em busca de alimentos, não deixando, por isso, muitos vestígios da sua presença, no chamado período Neolítico, que corresponde a uma fase sedentária, há muitos testemunhos de ocupação humana no Norte de Portugal.

Se no espaço geográfico da freguesia esses vestígios se perderem, os topónimos, em locais muito próximos, continuam a certificar a presença humana e as suas realizações (Castro, Crasto, Antas…).

Diz-nos a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira:

“ A vizinha de fortificações castrejas pode garantir o povoamento pré-histórico do território desta freguesia; e o seu topónimo Santegãos (Santagãos), cuja forma antiga é Celtegâos, significa precisamente esta antiguidade, pois parece de sentido étnico (de celtas?).”

A existência de condições favoráveis é fixação humana (solos férteis, abundância de água, proximidade de um grande rio – o Douro e a sua foz), certamente terão sido um motivo forte de atracção de populações e de intercâmbio com outros povos.

É também nesta zona do noroeste peninsular, onde havia jazidas de ouro, nomeadamente na Serra de Valongo, que se vem a desenvolver a arte da ourivesaria, arte emblemática de Conselho de Gondomar. Em Rio Tinto, “Nos finais do século XIX, havia 50 operários distribuídos por seis oficinas”.

É, pois, de crer que Rio Tinto fosse habitado e percorrido pelas populações castrejas a que os Romanos se referiam como possuindo características étnicas e culturais fortemente diferenciados dos restantes povos peninsulares, Essas populações eram constituídas por povos Lusitanos.

Como já atrás referimos, ficando esta localidade próxima do rio Douro e do seu porto, desde muito cedo deve ter recebido influencias nomeadamente de povos mediterrâneos, – cuja passagem é confirmada por vestígios encontrados em investigações recentes organizadas no Porto, como o são os fragmentos de balsamário de vidro e cerâmicas de verniz negro, encontrados na Rua D. Hugo, nº5 – in O Porto das Mil Idades.

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