Romanização

De todos os povos, navegadores e comerciantes, de passagem pela Península Ibérica, a presença mais  marcante como a dos Romanos que chegaram à Península no século III a.c., onde encontraram uma forte resistência dos habitantes do interior, menos habituados a contactos com diferentes civilizações e, talvez por isso, mais ciosos da sua autonomia.
Só no século II a.C. (137 a.C.) os Romanos transpuseram o Douro e tentaram dominar as populações de Entre- Douro e Minho. Finalmente, a Paz Romana é imposta e a Lusitânia acaba por ficar incorporada no Império Romano. Se inicialmente os invasores tiveram de se impôr pela força das armas, mais tarde impõem a força da sua cultura: rasgam-se estradas, constroem-se pontes e aquedutos, anima-se o comércio com a utilização da moeda, desenvolve-se a agricultura e a indústria.
Esta nova ordem altera profundamente o “modus vivendi” peninsular.
A presença Romana na nossa região é mais que certa. Basta termos em atenção que, “… entre as maiores minas de ouro da região, se destaca as de Melres e as do Fojo das Pombas em Valongo; as povoações castrejas – Monte Crasto, Sanfins, Monte Mozinho, em Penafiel e Freixo, no Marco de Canavezes – foram ocupadas pelos Romanos.

Nada nos impede de admitir que a Estrada Velha – atualmente Rua de S. Sebastião – cujo calcetamento com grandes lajes a tradição popular atribui aos romanos, – embora o mais provável é que seja medieval – fizesse efetivamente parte da extraordinária rede viária que ligava todas as regiões do Império a Roma, facilitando a circulação das legiões Romanas, das populações e dos produtos. Muito próximo daqui, na freguesia de Campanhã, existe ainda a Ponte Romana do Lagarteiro, que atravessa o Rio Tinto.”

O cemitério luso-romano de Penouços parece indicar-nos que houve cristãos romanizados que por ali viveram. Quanto a nomes, aparece apenas a de Apronius Rufus. Foram encontradas três lápides funerárias, nesse cemitério, em 1915, com epitáfios. Essas pesadas pedras, que se encontram atualmente no Museu Soares dos Reis, serviram de tampas a três sarcófagos, desde o senhor Aprónio, da sua esposa Rufina e de filhos. Por isso só esses nomes, gravados em pedra, chegaram aos nossos dias.

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